O Autor

Fernando Schiavini, mineiro, 55 anos. Atua como indigenista desde o ano de 1974, quando ingressou na Fundação Nacional do Indio- Funai.  Inicialmente  enviado para a região do rio Tapajós, conviveu durante quase cinco anos com as etnias Kayabi, Munduruku e Apiaká.  Fugindo das inúmeras malárias que contraiu, foi trabalhar na região dos cerrados de Mato Grosso, junto aos Xavantes. Com aquela etnia, participou da demarcação de vários de seus territórios, enfrentando junto com outros companheiros o poder dos fazendeiros sulistas que ocupavam maciçamente a região e desafiando o poder militar que os apoiava. Demitido e perseguido passou dois anos entre o  pantanal e a cidade de Cuiabá. Por pressão dos  Krahôs, habitantes do então norte do estado de Goiás, hoje estado do Tocantins, voltou a atuar em suas aldeias, obrigando a Funai a recontratá-lo. Com os Krahôs, iniciou um processo de auto-gestão dos recursos públicos pela própria etnia, o que desagradou profundamente o poder da época. Após perseguições, nova demissão e processos judiciais, onde foi defendido pelos próprios indígenas, retornou como Delegado Regional do órgão na cidade de Araguaína. Nessa condição ajudou a demarcar as terras dos Apinajés, em plena região do "bico do papagaio", considerada a mais violenta no país na época. Perseguido mais uma vez, foi novamente demitido e proibido de ingressar em terras indígenas. Passou a atuar pelo Instituto Brasil Central (IBRACE) na cidade de Goiânia, onde alcançava as aldeias indígenas, quase sempre de forma clandestina. Por essa entidade, realizou uma série de ações políticas e práticas, sempre desafiando o poder governamental.  Nessa fase passou quase oito anos, quando foi anistiado e reconduzido à Funai. O livro " DE LONGE TODA SERRA É AZUL - HISTÓRIAS DE UM INDIGENISTA  conta em detalhes todas os episódios relatados acima, além de outros.

Após a anistia, voltou a atuar junto à etnia Krahô, onde vem realizando uma série de projetos de autosustentabilidade das aldeias, junto a associação UNIÃO DAS ALDEIAS KRAHÔ-KAPEY,  que ajudou a fundar e desenvolver.  Esses projetos contam com a parceria de instituições como a EMBRAPA, UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS e do TOCANTINS, tendo já ganhado prêmios no Brasil e no exterior.

No final das narrativas constantes do livro, o autor promete publicar o segundo volume dessa nova fase, assim que ela completar vinte anos, como a primeira. Enquanto isso, continua relatando suas experiências no site www.todaserrazul.com.

Fernando Schiavini é hoje um dos mais respeitados indigenistas do país e vem lutando árduamente para que esse movimento, que já contou com figuras como Marechal Rondon, irmãos Villas Boas, Darcy Ribeiro, Apoena Meirelles, entre outros, não seja enterrado definitivamente, como parece ser o desejo de seguimentos do poder governamental e da sociedade, que têm interesses diretos nas riquezas exixtentes nos territórios indígenas.

Para adquir a obra via internet acesse www.livrariacultura.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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